Gestor de Frota: Saiba como reduzir o consumo de combustível na chuva

O atual panorama no segmento de Logística e Transporte tem direcionado os gestores a buscar alternativas para a redução de custos. O combustível tem uma grande representatividade nesses custos e o gestor de frota atual o acompanha criteriosamente. Faço uma pergunta: será que o consumo de combustível na chuva tem grande relevância?

Qual a razão desta pergunta?

Queremos apresentar a vocês como um condutor de veículo deve se portar ao deparar-se com as condições adversas no trânsito, além de falarmos um pouco mais sobre como funciona o consumo de combustível na chuva de veículos pesados.

A gestão de frotas está vivendo um momento de transformação, tanto em material humano quanto nos processos e equipamentos e para atender a estas expectativas, as empresas precisam de processos simplificados, ambientes adequados, gente criativa e capacitada.

Neste contexto, o condutor de um veículo precisa se transformar em um gestor de unidade móvel.

Quando temos em nosso quadro de colaboradores gestores de unidade móvel, o ato de dirigir um veículo na estrada se transforma em uma questão de segurança, economia e satisfação na execução de suas atividades, ou seja, dirigir defensiva e economicamente e saber a sua importância no contexto.

A direção defensiva trata de procedimentos corretos, seguros e responsáveis de se conduzir um veículo, apesar das ações incorretas de terceiros e das condições adversas que possam ser encontradas nas vias de trânsito.

Condução econômica é o conjunto de conhecimento e prática que visam o melhor aproveitamento dos recursos naturais de equipamentos e de mão-de-obra. Dessa forma, significa operar o veículo de modo a acionar os mecanismos de controle (acelerador, freios, direção, caixa de transmissão) em sintonia com as situações que acontecem ao longo da viagem (subidas, descidas, retas e curvas).

Para isso é importante que o gestor de unidade móvel possua um conjunto de conhecimentos e práticas que visam um melhor aproveitamento dos equipamentos, abrangendo além da economia de combustível, uma maior durabilidade dos componentes sujeitos a desgaste, cuidando e mantendo o veículo em maior disponibilidade possível de trabalho.

O desenvolvimento de novas tecnologias para o controle do consumo de combustíveis na chuva ou não e emissão de poluentes se concentrava nos laboratórios das montadoras e das empresas da cadeia automobilística e se aplicavam essencialmente aos veículos novos. 

Atualmente isso vem mudando e hoje existem amplas possibilidades de desenvolvimento de tecnologias aplicáveis aos veículos em operação. 

Se aplicadas, podem oferecer melhor desempenho da sua frota ou transportadora, que pode até já dispor de inteligência embarcada, porém não realiza gestão para o aumento da eficiência energética dos caminhões. 

O gestor de frota deve adotar a inovação tecnológica como ferramenta de apoio para gerir as informações sobre o consumo de combustível com maior precisão e no menor tempo possível. 

Como opções de gestão temos: 

  • Gestão Interna: Quando o abastecimento da frota é realizado nas bases da empresa de transporte com processos internos de controle.
  • Gestão Externa:  Quando o abastecimento é realizado em postos conveniados e as informações sobre o consumo são transmitidas online.

Nos dois casos o gestor de frota acompanha o consumo de combustível por veículo, rota, motorista e período. Recomendamos que o gestor verifique as informações relacionadas ao combustível diariamente, assim como as que são geradas pela telemetria, que apontam como está sendo realizada a condução dos caminhões da sua frota. 

Hoje temos sistemas de telemetria no mercado que além de possibilitar a localização e identificação do veículo, possibilita um controle completo sobre diversos itens relacionados ao veículo e ao motorista. 

Tempo de frenagem, tempo de utilização da embreagem, velocidade média, velocidade por trecho. Identificar se a pista em questão está seca ou molhada, rotação e temperatura do motor. Falha no sistema de injeção, distância percorrida, tempo de parada e outros itens relacionados ao motorista, como o tempo de condução, por exemplo.

Quais motivos levam o caminhão a aumentar o consumo de combustível na chuva e aumentar os seus gastos?

Trânsito, alagamentos e riscos de acidentes são alguns dos principais fatores presentes em dias de chuva. Mas, além disso, os temporais também podem resultar em um aumento do consumo de combustível na chuva. Além disso, podem causar possíveis danos às partes internas do veículo. 

Por conta disso, a orientação é evitar dirigir sob chuvas fortes. O problema é que isso nem sempre é possível. Para contornar essa situação existem certos cuidados que podem ser tomados para não sofrer prejuízos. 

Antes de explicarmos o que contribui para o aumento no consumo de combustível na chuva, precisamos esclarecer os motivos gerais que levam o veículo a gastar mais em qualquer situação. 

É preciso entender que esse consumo está diretamente ligado ao esforço do motor. Quanto maior for o “estresse” para conseguir movimentar o veículo, maior será o gasto de combustível. É por isso que dirigir com o conta-giros acima de 1.500 rpm não é nada econômico. 

Existem diversas situações que podem causar o aumento do consumo, seja por afetar a aerodinâmica do veículo, seja por diminuir a força do motor.

Alguns exemplos são:

  • Deixar o ar-condicionado ligado, exigindo parte do desempenho do motor para fazer o equipamento funcionar;
  • Rodar com os pneus com a pressão de inflação abaixo do recomendado, aumentando o atrito com o asfalto.

Consumo de combustível na chuva: Quais as principais causas?

Agora que você já sabe que o consumo de combustível está relacionado com a força necessária para manter o veículo em movimento, fica mais fácil entender como os dias chuvosos influenciam nesse processo. 

Em chuvas muito fortes, quando pistas e rodovias alagam, o volume de água que criará resistência contra o veículo pode dificultar o movimento das rodas. 

Consequentemente, será exigida uma potência maior do motor e, como já falamos, isso gera aumento no consumo de combustível na chuva. 

Se os pneus estiverem murchos, a resistência é ainda maior. Sem contar que os riscos de acidente por perda de controle aumentam. Portanto, antes de sair da garagem, não se esqueça de mantê-los calibrados e verificar se os freios estão funcionando. 

Já o impacto no consumo de combustível na chuva fraca ou garoa é praticamente insignificante. Pois o acúmulo de água na pista é muito pequeno e quase não gera resistência. 

Vale lembrar que dirigir na chuva exige que você mantenha, além do ar-condicionado e dos desembaçadores traseiros, os limpadores de pára-brisa ligados.

Todos esses itens funcionam por meio de componentes elétricos que, por sua vez, também dependem do motor. 

Quanto mais dispositivos eletrônicos estiverem ligados, maior será o consumo do veículo.

Percebe-se, portanto, que o impacto da chuva no gasto de combustível ocorre de diversas maneiras diferentes. 

Quais são os cuidados que o gestor deve tomar com a parte elétrica dos veículos? 

Há outros pontos em que o motorista deve estar atento além do consumo de combustível na chuva. Um dos maiores problemas enfrentados pelos motoristas, ao dirigir em chuvas fortes, é o risco de pane elétrica. No veículo, existem alguns componentes que podem parar de funcionar ao entrar em contato com a água.

Outro problema que a chuva pode causar é a oxidação de alguns itens e com o tempo, outras peças podem apresentar defeitos e vão precisar ser trocadas muito mais cedo do que o normal. 

Para não ter dores de cabeça, evite transitar em alta velocidade enquanto estiver chovendo e jamais tente ultrapassar alagamentos que venham a cobrir mais da metade da roda. 

Por que é importante manter a manutenção em dia?

A manutenção do veículo é essencial para evitar dores de cabeça no trânsito e, mais importante que isso, garantir a segurança dos motoristas. Todas as peças se desgastam com o tempo. É responsabilidade do gestor de frota garantir que tudo esteja em bom funcionamento. Principalmente em casos nos quais o veículo é utilizado com muita frequência. 

O alinhamento do veículo, a calibragem e o bom estado dos pneus. Tais fatores são essenciais para garantir sua segurança e redução do consumo de combustível na chuva e evitar gastos excessivos com combustível. É preciso também verificar se as pastilhas de freio estão bem conservadas. Caso contrário, o risco de acidente é muito alto. 

As condições do veículo é um dos principais fatores de segurança. É preciso fazer revisões constantes. O primeiro ponto são os freios. Eles precisam estar funcionando perfeitamente e são fundamentais para evitar batidas, principalmente na traseira de outros veículos. Se uma roda estiver freando mais que a outra, existem riscos de o veículo rodar ao dirigir na chuva forte. 

Os pneus precisam estar sempre regulados e em perfeitas condições de rodagem, principalmente em dias de chuva forte. Se estiverem carecas, ficam mais escorregadios e difíceis de parar o veículo. Além disso podem derrapar durante uma conversão e provocar acidentes. 

As palhetas do limpador de para-brisa ressecam com o tempo e exposição a variação de temperaturas. Se estiverem assim, não terão boa aderência para limpar o vidro e não ajudarão a melhorar a visão do motorista. Use também o ar-condicionado para desembaçar o vidro internamente. Caso o veículo não tenha, utilize uma flanela limpa.

Quais são os cuidados que se deve ter ao dirigir na chuva? 

Quando chove após um período sem chuvas, a atenção deve ser redobrada. Afinal, durante o tempo de seca, a poeira, óleos e graxa se acumulam no asfalto, formando uma pasta, muitas vezes imperceptível.

Quando essa pasta se mistura à água, no início de uma chuvarada, torna a pista extremamente escorregadia. A continuação da chuva, normalmente, acaba lavando o óleo da pista, mas esse processo pode levar algumas horas, dependendo da intensidade da precipitação e das condições locais.

De forma mais específica, os primeiros 10 minutos são ainda mais perigosos. Pois a água se mistura com a sujeira da estrada, como resíduos carbônicos e de óleo, pó de borracha poeira, entre outros, formando uma camada escorregadia, reduzindo a aderência do pneu ao asfalto de 30% a 50%. 

Fique atento também a aquaplanagem, uma camada grossa de água sobre a pista, fazendo com que os pneus percam o contato com o asfalto, deslizando sobre a água. É de suma importância reduzir a velocidade nesses casos.

É recomendável que o condutor veja pelo retrovisor se há um rastro de água saindo dos pneus. Caso contrário, ele deve reduzir a velocidade, pois isso significa que você está perto de “hidroplanar”. 

Entre os principais problemas da água no asfalto, está diminuição do coeficiente de atrito entre os pneus e a pista. 

O coeficiente de atrito que, em condições normais, é de 0,6, cai para 0,4 quando a chuva já lavou a pista.  E fica em 0,2 quando a chuva ainda está nos primeiros minutos. Quanto menor o coeficiente, menor o atrito com o asfalto, facilitando derrapagens. 

Dependendo da velocidade e das ações do motorista, se ele fizer uma mudança brusca de direção, ou passar por um solavanco numa deformação da rodovia, ele perde aderência e quando tenta recuperá-la, não a encontra, pois a pista está ‘lubrificada’ com água e sujeira. Pior ainda se ele utilizar o freio, pois não haverá o trabalho mecânico de atrito em função da falta de aderência. 

Um dos maiores riscos é o conhecido “efeito L”, que ocorre quando o semi reboque ultrapassa o cavalo mecânico, puxando-o para o lado. O maior erro nesses casos é quando o motorista freia bruscamente o caminhão. Quando se trata de chuva na estrada, todo cuidado é pouco. A ideia é desacelerar aos poucos e estabilizar a velocidade do caminhão. 

Nada como uma chuva forte para colocar as habilidades de um motorista em teste. Ainda mais se ele estiver conduzindo um caminhão carregado. A menor visibilidade – e os limpadores de pára-brisa ajudando a desviar a atenção – exige concentração e boa capacidade de reação. 

Como dito anteriormente, as pequenas colisões aumentam no período chuvoso. Ao dirigir na chuva forte deve-se colocar em prática a direção defensiva e evitar os acidentes. Mantenha uma distância mínima do veículo da frente (A distância é equivalente a uma contagem de 3 segundos). Diminua a velocidade de 10% a 20% do limite da via.

Conclusão

Conceitos importantes para a gestão consciente de combustível na operação de transporte devem ser repassados aos motoristas de transporte brasileiro, assim como conservação dos equipamentos, planejamento de rotas, cuidados com a manutenção e processo de condução de veículos. 

Aplique esses conceitos e monitore os seus motoristas. Estas atitudes levarão a sua transportadora para um alto nível, prestando serviços de excelência..

Abaixo apresentamos algumas dicas para condução de veículos em dias de chuva:

  • Diminua a velocidade em caso de chuva na estrada;
  • Mantenha uma distância mínima dos outros veículos à sua frente;
  • Não pise no freio bruscamente. Esteja atento ao dirigir;
  • Mantenha o farol baixo ligado, isso melhora a sua visibilidade e a de outros motoristas;
  • Não faça ultrapassagens;
  • Mantenha a velocidade estável, sem acelerar de uma vez ou frear de uma vez;
  • Se a chuva estiver muito forte e você estiver descendo uma serra, procure um lugar seguro para ficar parado até a chuva ficar mais fraca.

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