Comboio de lubrificação: produtividade na manutenção de frota no campo

A manutenção nos equipamentos que atuam em canteiros de obras e nos campos agrícolas é muito importante para garantir o bom funcionamento da frota. Com a utilização de um caminhão comboio de lubrificação, é possível prolongar a vida útil dos equipamentos, evitando quebras inesperadas e desgastes prematuros, além de garantir eficiência, produtividade e assegurar o melhor valor na hora da revenda.

Estes veículos representam um recurso estratégico e fundamental para a economia neste segmento de transporte, seja na vertente da sustentabilidade, seja no produto interno bruto. Além disso, estão cada vez mais presentes em diversas atividades cujo funcionamento adequado é vital para desenvolvimento de determinadas atividades. 

Com a chegada das indústrias automobilísticas no Brasil por volta dos anos 50 e, junto com elas, a implantação de grandes obras, surgiu a necessidade de lubrificar e abastecer máquinas em locais de difícil acesso e independente às suas atividades. 

Surgiu então o caminhão comboio de lubrificação, uma unidade móvel para abastecimento e lubrificação para estes tipos de veículos, desempenhando a função de oficinas volantes, concentrando os componentes essenciais para a execução de manutenções em locais de acesso restrito.

No Brasil, os comboios de lubrificação, popularmente conhecidos como “melosas”, transportam itens como óleos, graxas, combustíveis, água, compressor de ar e ferramentas de manutenção. 

Há décadas, eles são tão essenciais nos canteiros quanto os equipamentos que atuam nas obras, já que, sem a correta lubrificação, a frota tem seu desempenho comprometido.

Otimizando os cuidados em uma frota de veículos com o uso de caminhões comboio de lubrificação

Os fabricantes de comboios de lubrificação apontam as principais tendências na configuração desses equipamentos para maior produtividade na frente de operações.

A lubrificação quando realizada com critérios, proporciona o acréscimo de 6% no rendimento dos equipamentos, o aumento de 30% na sua vida útil e a diminuição em 56% na necessidade de manutenção, comprovando a eficácia do processo.

Na frente de operações, seja em canteiros de obras, lavras de minério ou usinas sucroalcooleiras, eles são utilizados para o abastecimento e lubrificação dos equipamentos em campos de trabalho e devem ser dimensionados em função do perfil da frota mobilizada. 

Os comboios de lubrificação precisam ser protegidos de ações climáticas como ventos fortes, chuvas, e da contínua exposição ao sol, uma vez que possuem equipamentos eletrônicos; também é preciso mantê-los livres dos agentes poluidores e contaminantes.

Os especialistas do setor são unânimes em ressaltar a importância da adequação do layout do comboio de lubrificação, mas advertem que os acessórios desempenham papel igualmente importante. 

Eles destacam, também, as tecnologias de sucção de lubrificantes, seja no abastecimento pelos comboios ou na remoção do óleo usado dos equipamentos, preservando, assim, o Meio Ambiente.

Configurações dos caminhões comboio de lubrificação

Para a execução dos serviços de abastecimento e lubrificação nos campos de trabalho, encontramos estas opções de equipamentos:

  • Configuração aberta: implemento que possui apenas a cobertura como proteção dos insumos que serão utilizados. Quando falamos sobre as configurações dos caminhões comboio, verificamos que os modelos abertos estão em desuso, por questões de segurança e meio ambiente. 
  • Configuração fechada: estrutura compartimentada e fechada para preservação dos produtos, evitando, assim, qualquer tipo de contaminação. Atualmente, a maioria dos comboios é fechada e modular, com sistema de movimentação de óleos lubrificantes por reservatório pressurizado. Essa configuração atende à maior parte das aplicações nos mercados de construção, mineração e sucroalcooleiro. 

Principais dispositivos de um caminhão comboio de lubrificação

  • Tanque de combustível: instalação central de formato modular para com capacidades de 2.000 a 6.000 litros. Instalação inferior de formato meia cana (tanque lastro) para as capacidades de 8.000 a 12.000 litros;
  • Bomba Diesel: bomba de 1 ½” do tipo centrífuga, com vazão nominal de até 100 litros /min, acionada por polia e correia através da tomada de força do veículo;
  • Compressor de ar: acionado por polia e correia através da tomada de força do caminhão com sistema de descarga automática com capacidade para 175 Psi;

 

  • Sistema de aplicação de graxas: através de bomba propulsora pneumática e suporte para fixação do tambor de 200 kg. Sistema de guincho para suspender o tambor de graxa, sendo instalado dentro do armário com talha manual para 500 kg e garra para içamento do tambor;
  • Sistema de aplicação de óleo lubrificante: composto de tanques fixos e pressurizados com capacidade de 250 litros;
  • Bloco volumétrico óleo diesel: medidor totalizador de diesel mecânico para controle preciso das quantidades de óleo diesel aplicadas nos equipamentos;
  • Carretéis de Aplicação: todos auto retráteis, sendo o de óleo diesel Ø 1” x 10m com gatilho automático, os de óleos lubrificantes de Ø ½” x 15m com bicos metálicos, o de graxa de Ø ¼” x 15m com bico metálico, o de ar comprimido de Ø ¼” x 10m com bico de ar com gatilho, e o de água de Ø ½” x 15 m com bico;
  • Reservatório de água pressurizado: sistema de água potável ou aditivada para radiador com reservatório pressurizado de 250 litros instalado em armário lateral, com carretel, mangueira com 15 metros e bico.

Importância dos acessórios dos comboios e procedimentos com o descarte de óleo usado

Os cuidados com o meio ambiente são pontos de extrema importância em qualquer tipo de atividade. No panorama que estamos tratando, qualquer contaminação do solo causará danos irreparáveis.

Os comboios devem ser protegidos de ações climáticas como ventos fortes, chuvas e da contínua exposição ao sol, uma vez que possuem equipamentos eletrônicos.

Os acessórios dos comboios de lubrificação desempenham um papel tão importante quanto o tipo de configuração do implemento. 

As mangueiras e os carretéis de abastecimento, por exemplo, merecem destaque. Há modelos em que os carretéis retráteis são empregados para a vazão tanto de lubrificante quanto de graxa, combustível e água.

As tecnologias de sucção de lubrificantes nos trabalhos de abastecimento do comboio ou na remoção do óleo usado dos equipamentos também chamam atenção. 

Em algumas marcas, o excedente de ar gerado pela frenagem do caminhão é aproveitado para a sucção do óleo lubrificante, que é fornecido a granel ou em tambor. 

Trata-se de uma maneira de o comboio se autoabastecer de forma eficiente e com pouco risco de contaminação do lubrificante.

Para a sucção e a transferência de óleo usado, devem ser utilizadas as bombas pneumáticas, mesmo nos modelos de comboios pressurizados. Isso é necessário porque o óleo usado tem uma viscosidade irregular, que limita a ação de pressurização do escoamento.

Legislação para o transporte de produtos perigosos – RTQ 5

O Regulamento Técnico da Qualidade 5 – Inspeção de veículos rodoviários destinados ao transporte de produtos perigosos estabelece os critérios para a realização da inspeção veicular dos veículos rodoviários utilizados no transporte de produtos perigosos, com foco na segurança. 

Os principais itens que são avaliados para que seja feita a aprovação são: equipamentos obrigatórios e proibidos, sinalização, iluminação, freios, direção, eixos e suspensão, pneus e rodas, sistemas e componentes complementares e emissão de gases poluentes ou opacidade.

Alguns cuidados na gestão de insumos dos caminhões comboio de lubrificação

Em quase toda cadeia de produção de commodities, o gasto com combustíveis acaba se mostrando um dos principais custos do processo. 

Seja no agronegócio, movimentação de cargas e logística, mineração e pavimentação de rodovias, o combustível deve ser controlado da melhor forma possível. 

Lembre-se que o combustível é muito fácil de ser revendido e as chances de você ser prejudicado são maiores se os controles forem frouxos. Se fizer abastecimentos em campo, com caminhões comboio de lubrificação, o problema é muito maior.

Reunimos algumas dicas de segurança que podem ser implementadas sem grandes dificuldades e nenhum investimento adicional.

1 – Aquisição de produtos de origem confiável

Quase sempre o processo de compra de combustível está relacionado apenas ao preço do litro que cada fornecedor oferece. 

Mas não adianta pagar o melhor preço pelo combustível e ter problemas no recebimento. 

Geralmente, as refinarias possuem bons mecanismos de medição de volume de combustível e costumam ser mais confiáveis, mesmo porque podem ser duramente punidas se fraudarem as medições. 

2 – Recebimento de produtos

O primeiro controle que deve ser feito é o recebimento do combustível. Um processo ideal de recebimento de combustível deveria ter a medição de temperatura e densidade do produto no momento que o caminhão da distribuidora chega para descarregar. 

Algumas medidas podem ser tomadas para garantir que você está recebendo o que comprou:

  • O responsável pelo recebimento deve ser confiável e verificar pessoalmente se os níveis estão atingindo a seta de medição no interior dos tanques do caminhão. Também deve verificar os lacres das tampas de visita, se estão íntegros;
  • Ao terminar a descarga de combustível, deve-se verificar se todos os compartimentos do tanque do caminhão estão realmente vazios. Para fazer uma boa verificação é fundamental que todas as tampas estejam abertas. É importante também verificar o nível do seu tanque após o recebimento do produto. 

3 – Gestão do Estoque

Nunca permita que o combustível saia do seu tanque ou do comboio sem que haja um registro. Algumas informações são necessárias, as quais destacamos:

  • Quantidade: Registre o volume abastecido marcado pelo medidor da bomba. A leitura do odômetro e horímetro são fundamentais.
  • Responsável: Importante o apontamento do profissional que efetuou o abastecimento, como também dos dados do veículo que recebeu o combustível. 
  • Data e hora: Saber quando foi retirado o combustível é importante para evitar apontamentos fraudulentos. Por exemplo: uma determinada máquina foi abastecida duas vezes no mesmo dia mas seu consumo/hora não justifica isso.
  • Local: Identificar qual foi o local onde ocorreu o abastecimento e o respectivo ponto. No caso do comboio, além de identificar qual comboio fez o abastecimento, você também pode indicar em qual localidade foi feita, por exemplo: lote 1, talhão 16, etc.

4 – Análise das informações

É fundamental analisar os números coletados do abastecimento, uma vez que essas informações possibilitam avaliar o consumo dos veículos. O mínimo que se espera de um registro de abastecimento é identificação da frota, volume abastecido e km ou horímetro.

5 – Desempenho dos equipamentos

Sempre que se fala em controle de abastecimento é quase instantâneo pensar nas médias de consumo de seus veículos e máquinas. No entanto, esse é um dos números mais difíceis de se conseguir na prática. Isso se deve a vários fatores, como por exemplo:

  • Condições de trabalho diferentes geram médias diferentes. Fatores como chuva, vento, tipo de implemento utilizado, peso transportado, velocidade média afetam a média de consumo diretamente;
  • Para saber as médias é necessário conhecer bem os odômetros e horímetros de cada veículo. Registre, também, o volume total de litros que cabem nos tanques destes equipamentos.  

6 – Aferição dos medidores

A única ferramenta realmente obrigatória para quem pretende fazer um bom controle de combustível é um balde aferidor de 20 litros. 

Esse dispositivo nada mais é que um reservatório de aço onde há uma marcação de volume bastante precisa. Nele cabem exatamente 20 litros aferidos pelo Inmetro.

O balde aferidor serve exatamente para verificar o erro de medição que o bloco está apresentando e corrigir caso haja discrepância. 

Normalmente as aferições dos blocos devem ser mensais e as calibrações podem ocorrer a cada seis meses.

7 – Agilidade e segurança nas informações 

A agilidade no acesso aos dados facilita a tomada de decisão. Essa premissa aplica-se cada vez mais no contexto atual, no qual trabalha-se com quantidades de dados cada vez maiores.

Tenha em mente a necessidade de um bom software ou planilha de gestão de dados, eliminando a velha necessidade de preenchimento de fichas.

Além de imprecisas, geram uma cadeia de processos que vão do recolhimento junto aos operadores, ao lançamento dessas informações junto às bases de dados.

Conclusão

Uma frota de equipamentos ociosos implica em perda de receita e nenhum empresário tem este desejo. Utilizar o comboio de lubrificação no campo de trabalho para a realização da manutenção da frota será primordial para a otimização dos processos.

O gestor de frota da atualidade conhece a sua importância no contexto do transporte e toda alternativa que promova o aumento da produtividade e redução de custos precisa ser avaliada. Portanto, gestor de frota não perca tempo, faça!

Abaixo listamos alguns artigos que ajudarão os gestores na busca de melhores resultados:

Em caso de dúvida, não deixe de registrá-la nos comentários abaixo!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *