Pane elétrica: identificando as causas do problema em seu veículo

Imagine-se dirigindo um caminhão pesado com uma carga de alto valor agregado e por volta das 20 horas, em um local sem recursos, o veículo “apaga” literalmente, sinalizando uma pane elétrica? O que fazer?

Talvez você pense que esta situação seja mera ficção, mas ocorre com frequência nos caminhões nas estradas do Brasil. Como evitar?

As empresas do segmento de logística e transporte sabem da importância do cumprimento da prestação de serviços, ou seja, entregar o produto em conformidade.

No entanto, às vezes elas deixam de executar algumas atividades de manutenção, que podem comprometer em muito esta relação comercial.

Você pode conferir neste artigo a importância de executar a manutenção da sua frota e quais os cuidados podem ser tomados.

Afinal, o que é pane elétrica?

Seu caminhão parou de funcionar? Não consegue dar partida e o rádio ou os faróis também não estão funcionando? Pode ser uma pane elétrica. As causas podem ser diversas, e, às vezes, a origem do problema é simples.

A pane elétrica no veículo pode ser causada pela ausência de manutenção ou instalações indevidas em um sistema elétrico automotivo, gerando sobrecarga neste sistema.

Se a pane elétrica ocorrer enquanto estiver dirigindo, fique calmo. Ligue o pisca alerta e tente tirar o veículo da pista indo para o acostamento ou para a faixa da direita.

Para os motoristas, é importante criar o hábito de fazer a manutenção preventiva do sistema elétrico.

Vamos entender, a seguir, um pouco mais sobre o sistema elétrico automotivo.

O que é sistema elétrico automotivo?

Um sistema elétrico é um circuito ou conjunto de circuitos que faz com que consumidores (lâmpadas, motores etc) funcionem de acordo com seus objetivos.

Ele é constituído, em sua concepção mais geral, por equipamentos e materiais necessários para o transporte da corrente elétrica, da fonte até os pontos em que ela será utilizada.

O sistema elétrico desenvolve-se em quatro etapas básicas: geração da corrente, sua transmissão, sua distribuição e cargas. No entanto, a elaboração de um sistema elétrico não é algo tão simples.

Daí, surge a necessidade de uma ferramenta que represente o sistema elétrico para que, orientando-se através dela, técnicos e reparadores atuem eficientemente na montagem e manutenção dos circuitos que compõem um sistema elétrico.

Você pode saber mais sobre o sistema elétrico automotivo acessando este vídeo.

Principais componentes de um sistema elétrico automotivo

Basicamente, o sistema elétrico de um veículo é composto de um dispositivo de armazenamento de energia (a bateria), um dispositivo de transformação de energia (o alternador) e vários consumidores de energia (equipamentos elétricos).

Com a ajuda da energia fornecida pela bateria, o motor de partida (consumidor elétrico) dá partida no motor.

Quando o motor estiver funcionando, o alternador transforma energia mecânica em energia elétrica e, dependendo do rpm do alternador e do número de consumidores em funcionamento, há, no melhor dos casos, energia suficiente para alimentar todos os consumidores e carregar a bateria.

Se a carga elétrica dos consumidores estiver maior do que a corrente fornecida pelo alternador, a voltagem do sistema elétrico do veículo cai abaixo da voltagem da bateria e a bateria será descarregada.

Para o seu conhecimento, vamos destacar os principais componentes de um sistema elétrico automotivo:

Bateria

Uma bateria é um dispositivo eletroquímico que transforma energia química em energia elétrica e vice-versa. Uma bateria armazena energia elétrica para o uso quando necessário.

O processo de transformação é reversível, o que significa que a bateria pode ser carregada e descarregada por várias centenas de vezes.

Em um veículo, a bateria desempenha o papel de uma unidade de armazenamento químico para a energia elétrica gerada pelo alternador quando o veículo está em funcionamento.

Essa energia deve estar disponível para dar partida no motor depois que este tenha sido desligado. Por esse motivo, a bateria também é chamada de “bateria de partida”.

Por um lado, quando o motor estiver parado (e, portanto, o alternador também), a bateria deve ser capaz de fornecer uma alta corrente por um tempo limitado para dar partida no motor, o que é especialmente crítico em baixas temperaturas.

Por outro lado, quando o motor estiver funcionando sem marcha, desligado ou quando o alternador não produz energia suficiente para cobrir a necessidade de todos os consumidores, a bateria deve conseguir fornecer uma parte da energia elétrica aos outros componentes importantes do sistema elétrico do veículo.

A bateria também absorve os picos de voltagem do sistema elétrico do veículo para que eles não danifiquem os componentes eletrônicos sensíveis.

Para uma bateria que fornece energia elétrica ao motor de partida, a capacidade de partida em temperaturas baixas é muito importante.

A corrente de partida a frio ou os amperes de partida a frio são a medida da sua capacidade de partida, uma vez que eles representam uma drenagem de corrente em temperaturas baixas.

Ao selecionar a bateria de partida correta, a capacidade e o desempenho de partida a frio devem estar corretos, o que significa que a bateria não deve ser pequena demais. Caso contrário, se a bateria tiver o tamanho errado, há um risco de que ela não tenha energia suficiente para dar partida no motor, configurando a pane elétrica.

 

O que mais encurta a vida útil de uma bateria?

A instalação de acessórios pode comprometer a bateria, pois demandará mais energia do que foi previsto para utilização. As baterias automotivas são desenhadas para oferecer energia para a partida e manter os equipamentos elétricos essenciais ligados.

Ela é desenhada para fornecer o pico de energia, por poucos segundos, durante a partida. Utilizar a bateria para alimentar dispositivos elétricos durante períodos prolongados drena a carga da bateria comprometendo sua vida útil.

Outro item que pode comprometer a bateria são os rastreadores. Se não forem de qualidade e instalados corretamente, são fortes candidatos a proporcionarem problemas para a bateria.

Uma vez que ficam ligados permanentemente, podem descarregar profundamente a bateria, chegando a uma situação irreversível, em casos extremos.

 

Alternador

O alternador é um dispositivo que transforma a energia mecânica em energia elétrica.

Portanto, ele fornece energia elétrica ao sistema elétrico do veículo e recarrega a bateria quando o motor funciona em alta velocidade de rotação e quando mais energia é gerada do que os consumidores necessitam.

Se o alternador não estiver funcionando corretamente, ele não abastecerá todos os consumidores com uma quantidade suficiente de energia. Consequentemente, a bateria é descarregada e ela pode sofrer danos irreversíveis.

Com os sistemas de injeção eletrônica, a própria combustão depende de uma corrente elétrica que gera uma fagulha na vela de ignição. Aparelho de som, vidros e travas dos carros atuais são outros exemplos de funcionalidades que dependem de uma corrente.

Essa corrente vem, é claro, da bateria do veículo, que transforma a energia química em elétrica – a partir da reação entre uma solução composta por ácido sulfúrico e o chumbo presente na bateria.

O que o alternador faz é pegar a energia mecânica gerada na combustão, transformá-la em energia elétrica e, assim, recarregar a bateria.

Embora seja relativamente simples, a peça é formada por vários componentes: carcaça, estator, rotor, anéis coletores, escovas, regulador de tensão, polia e ventoinha de refrigeração.

A manutenção é essencial para o bom funcionamento do veículo. É essencial conferir se as correias, rolamentos, polias e regulador de tensão estão em boas condições, trocando-os quando necessário.

 

Motor de Partida

Apesar da longa durabilidade, este componente requer manutenção, pois pode sofrer danos externos e desgastes de uso. Veja quais são os principais problemas e como corrigí-los.

O motor de partida ou motor de arranque, como também é conhecido, tem o objetivo de colocar em funcionamento o motor de combustão de um veículo, que não possui força própria para começar a girar.

Ele é acionado eletricamente com ajuda da bateria, transformando a energia elétrica em energia mecânica, impulsionando o motor para a partida e garantindo um torque inicial elevado, já que neste momento existe resistência ao movimento, por causa da compressão e atrito do pistão, biela, árvore de manivelas, mancais, viscosidade do óleo e temperatura do motor. As resistências são ainda maiores quando o motor está frio.

É formado, basicamente, por uma carcaça de aço em formato cilíndrico, com mancais nas extremidades que apóiam o induzido – um conjunto de lâminas cilíndricas que giram e têm ranhuras axiais.

No mancal, do lado do coletor, está localizado o porta-escovas. As escovas são tensionadas por molas especiais contra os coletores do induzido, transmitindo a corrente elétrica. Na parte externa do mancal está o pinhão, empurrado por um garfo ao comando da chave magnética.

O motor de partida é um motor elétrico potente, com uma pequena engrenagem (pinhão) montada na sua extremidade. Ao ativá-lo, o pinhão é acoplado a uma engrenagem maior (anel), que é conectada ao motor.

Em seguida, o motor de partida gira o motor para que o pistão possa aspirar uma mistura de combustível/ar, a qual é queimada em seguida para dar partida no motor.

Quando o motor começa a girar mais rapidamente do que o motor de partida, um dispositivo chamado de roda livre automaticamente desengata a engrenagem do motor de partida da engrenagem do motor do veículo.

Se o motor de partida estiver com defeito, ele exigirá força elétrica extra-alta da bateria. Nesse caso, a bateria é fortemente descarregada ou, no pior caso, ela não consegue dar partida no motor e danos irreversíveis à bateria podem ocorrer.

Chicotes Elétricos

Os chicotes elétricos são fundamentais, pois eles são responsáveis por conduzir a energia e principalmente informações ao longo de todo o veículo.

Um chicote elétrico é composto por vários cabos. A conectividade desses elementos é feita através de módulos eletrônicos que atuam de forma integrada nos sistemas de injeção, controle de tração, sistema de transmissão, entre outros.

Um veículo popular utiliza-se de menos cabos elétricos, enquanto um veículo de luxo utiliza-se do dobro. Quanto mais sofisticado, mais condutores serão necessários. Os chicotes são separados por cores, que são determinadas conforme os padrões das montadoras.

As cores dos fios podem ser indicadas por letras, ou caso o esquema seja colorido, os fios são identificados por letras e cores em um sistema impresso ou digital. A capacidade de corrente dos fusíveis presentes em um chicote elétrico é conhecida a partir do seu corpo e está associada a sua cor.

Existe a crença de que a bateria consiste na parte com maior importância para o tráfego do veículo, porém os chicotes possuem função de destaque vital no sistema e serve como indicador de problemas eletrônicos.

Os fusíveis comuns que constituem um chicote elétrico, em um veículo estão fixados na central elétrica. No entanto, algumas montadoras optam colocar fusíveis gerais para circuitos específicos.

Os que possuem alta capacidade de corrente, normalmente estão fixados a uma régua adicional perto da bateria ou no compartimento do motor. Nos veículos atuais, os fusíveis utilizados, tanto os comuns quanto os de grande capacidade, quando há, eles são do tipo faca.

Este tipo de fusível garante um contato mais preciso, minimizando os riscos de falha no sistema.

As principais causas de danos nos chicotes elétricos são:

 

  • Cabos desconectados;
  • Rompimento interno;
  • Mau contato;
  • Excesso de contato entre diferentes tipos de fios;
  • Problemas internos no cabo transmissor;
  • Problemas eletromagnéticos.

 

Cuidando dos sistemas elétricos automotivos – Evitando pane elétrica

 

O chicote elétrico, a bateria, alternador e o motor de partida são os responsáveis pelo acionamento de diversos componentes essenciais para a segurança da operação, como faróis e limpadores de pára-brisa.

Os sistemas elétricos de caminhões e equipamentos fora-de-estrada também garantem o funcionamento de componentes que integram o aparato eletrônico dessas máquinas, incluindo painéis de controle e outros.

Ao se deparar com falhas nesses dispositivos, nem sempre os especialistas sabem como identificar imediatamente a origem do problema.

Por isso, a primeira dica para a manutenção e o diagnóstico desses sistemas para reparos é ter sempre em mãos o diagrama do circuito elétrico automotivo.

Cabe ao gestor de frota adotar procedimentos preventivos para a inspeção elétrica nos equipamentos em curtos espaços de tempo, pois veículos parados não geram receitas.

 

Conheça os nossos artigos relacionados à gestão de frotas que em muito ajudam no exercício das atividades:

 

 

Em caso de dúvidas, registre nos comentários!

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *